Milhares de brasileiros ainda podem ter dinheiro esquecido do antigo fundo PIS/Pasep, mas poucos sabem que o prazo para garantir o saque em maio termina em 30 de abril de 2026.
O benefício destina-se a quem trabalhou com carteira assinada ou como servidor público entre 1971 e 1988, e ainda não retirou o valor referente às cotas desses fundos. Com um saldo médio individual de cerca de R$ 2.800, essa pode ser uma oportunidade única para regularizar sua situação financeira ou receber um dinheiro extra já no próximo mês.
O procedimento é válido tanto para os próprios titulares como para herdeiros legais. O trabalhador pode consultar e solicitar o saque pelos canais oficiais do governo e da Caixa Econômica Federal.
Todas as orientações, prazos e documentos necessários foram atualizados para 2026, e o não requerimento até a data final resultará na perda definitiva do direito, com os valores sendo incorporados ao Tesouro Nacional. Confira o que mudou, quem tem direito e como garantir o pagamento.
O que é o PIS/Pasep esquecido?
O fundo PIS/Pasep é resultado da união dos programas de Integração Social (PIS) e Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep), criados para formar uma poupança individual para trabalhadores do setor privado e servidores públicos entre 1971 e 1988.
Desde então, muitos titulares ou herdeiros nunca realizaram o saque dessas cotas. Em 2020, esses saldos foram transferidos para o FGTS e, posteriormente, para uma conta vinculada ao Tesouro Nacional. Agora, há um prazo de 5 anos para solicitar o ressarcimento, que, em 2026, contempla saques de pedidos feitos até 30 de abril.
Quem tem direito ao saque do PIS/Pasep esquecido
- Trabalhadores que exerceram atividade com registro em carteira ou foram servidores públicos civis ou militares entre 1971 e 1988 e nunca sacaram as cotas do PIS ou Pasep.
- Herdeiros legais ou dependentes de beneficiários falecidos, mediante apresentação dos documentos exigidos.
A consulta pode ser feita por qualquer titular ou beneficiário legal autorizado.

Qual é o valor e como é calculado o saque?
O valor disponível para saque varia conforme o saldo individual acumulado até 1988, com atualização monetária desde então. Segundo dados oficiais da Caixa Econômica Federal, o valor médio disponível para saque em 2026 é de R$ 2.800 por pessoa, mas pode ser maior ou menor, dependendo do tempo de serviço, contribuições, remuneração da época e correções.
Documentos necessários para consulta e saque
- Documento oficial de identificação;
- Número de Identificação Social (NIS/PIS/Pasep), obtido em carteiras de trabalho, extratos do FGTS, cartão cidadão, Meu INSS ou CadÚnico;
- Para herdeiros: documentação que comprove dependência ou autorização judicial/cartório em caso de múltiplos sucessores.
Quando o saque for solicitado por beneficiário legal, será necessária documentação adicional listando dependentes e autorização formal para o saque, conforme exigências dos órgãos oficiais.
Como consultar e solicitar o ressarcimento do PIS/Pasep
- Acesse o site Repis Cidadão ou utilize o aplicativo FGTS (disponível na Play Store e App Store);
- Faça login usando sua conta Gov.br (níveis prata ou ouro);
- Informe o NIS e consulte se existe saldo disponível;
- Escolha a opção de solicitar ressarcimento, envie os documentos e acompanhe o status via aplicativo ou presencialmente em qualquer agência da Caixa;
- Herdeiros devem apresentar documentação prevista pelos regulamentos do INSS, Caixa ou declaração judicial/cartorial, conforme o caso.
O pedido também pode ser realizado presencialmente nas agências da Caixa Econômica Federal por titulares ou beneficiários legais.
Prazos e calendário de pagamento do PIS/Pasep esquecido em 2026
O prazo para solicitar o saque com creditamento previsto para maio de 2026 encerra-se em 30/04/2026. O valor é depositado no mês seguinte à solicitação, conforme o calendário:
| Solicitação até | Recebimento previsto | Dia da semana |
|---|---|---|
| 31/03/2026 | 27/04/2026 | Segunda-feira |
| 30/04/2026 | 25/05/2026 | Segunda-feira |
| 31/05/2026 | 25/06/2026 | Quinta-feira |
| 30/06/2026 | 27/07/2026 | Segunda-feira |
| 31/07/2026 | 25/08/2026 | Terça-feira |
| 31/08/2026 | 25/09/2026 | Sexta-feira |
| 30/09/2026 | 26/10/2026 | Segunda-feira |
| 31/10/2026 | 25/11/2026 | Quarta-feira |
| 30/11/2026 | 28/12/2026 | Segunda-feira |
| 31/12/2026 | Janeiro 2027 | – |
Quem não realizar o pedido até setembro de 2028 perde em definitivo o direito ao saque, pois o valor é transferido ao Tesouro Nacional.
Situações especiais e exceções
- O ressarcimento depende da disponibilidade de orçamento federal; caso não haja verba suficiente em 2026, o valor é pago no ano seguinte com atualização monetária.
- Os herdeiros precisam apresentar documentação completa: certidão de dependentes emitida pela Previdência Social, declaração do órgão pagador ou autorização judicial.
- A Caixa Econômica Federal apenas operacionaliza o atendimento e pagamento após autorização do Ministério da Fazenda.
- No caso de dúvidas, atendimento presencial sempre pode ser buscado nas agências da Caixa, CRAS ou pelo telefone da Previdência Social (135).
O que fazer em caso de negativa ou divergência
Se o pedido for negado ou houver indeferimento, o interessado pode acompanhar e saber o motivo pelo aplicativo do FGTS ou presencialmente na agência da Caixa. Recomenda-se conferir a documentação apresentada e, se necessário, atualizar dados ou incluir novos documentos.
Dúvidas sobre critérios e requisitos podem ser esclarecidas junto ao atendimento da Caixa Econômica Federal, Ministério da Fazenda ou Previdência Social, sempre preferindo fontes oficiais.
Para ficar por dentro das próximas atualizações, acompanhe diariamente o portal Assistencialismo Notícias. Não deixe de assistir ao vídeo a seguir, que traz informações detalhadas sobre o PIS/Pasep de 2026:
















