O Brasil ocupa o topo do ranking mundial de custos para tirar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Porém, uma nova resolução aprovada pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran) na segunda-feira (1º de dezembro de 2025) promete mudar esse cenário. A medida retira a obrigatoriedade de frequentar autoescolas e pode reduzir em até 80% o valor final do processo.
Dados da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) indicam que 20 milhões de pessoas dirigem sem habilitação no país. Outras 30 milhões têm idade para obter a CNH, mas não iniciam o processo devido ao alto custo. Com a mudança, a expectativa é ampliar o acesso à habilitação para milhões de brasileiros.
Quanto custa tirar a CNH atualmente no Brasil
Segundo estudo do Centro de Liderança Pública (CLP), tirar a CNH no Brasil custa em média R$ 3.200. Desse valor, cerca de R$ 2.500 são pagos à autoescola e R$ 700 correspondem às taxas obrigatórias. Em algumas regiões, o custo total pode chegar a R$ 5.000.
O Brasil compromete aproximadamente 7,8% do salário médio anual para a emissão do documento. Na França, esse percentual é de 2,4%, e na Alemanha, 3,2%. O estudo aponta que essa diferença explica por que a habilitação se torna inacessível para muitos brasileiros de baixa renda.
Comparativo com outros países
- Brasil: 7,8%
- Noruega: 6,1%
- Espanha: 4,0%
- Reino Unido: 3,6%
- Alemanha: 3,2%
- França: 2,4%
- EUA: 0,3%
Quanto vai custar a nova CNH no Brasil
Com as novas regras, o gasto médio pode cair para aproximadamente R$ 700. Dependendo da região e do formato de aprendizado, o valor deve ficar entre R$ 800 e R$ 1.000. A economia ocorre porque cerca de 70% do custo atual decorre das exigências de aulas em autoescolas.
Principais mudanças nas regras da CNH
A resolução prevê curso teórico gratuito e digital, flexibilização das aulas práticas e autorização para instrutores credenciados pelos Detrans. A abertura do processo poderá ser feita pelo site do Ministério dos Transportes ou pela Carteira Digital de Trânsito.
Redução da carga horária
A carga mínima obrigatória de aulas práticas diminui de 20 horas para 2 horas. O candidato poderá treinar com autoescolas tradicionais, instrutores autônomos ou veículo próprio.

Instrutores autônomos
A proposta cria a figura do instrutor autônomo credenciado. A medida permite que profissionais hoje informais atuem legalmente, gerando renda própria.
O que continua obrigatório
A obtenção da habilitação permanece condicionada à aprovação nas provas teórica e prática. O exame médico, a coleta biométrica e verificações presenciais seguem obrigatórias nos Detrans. O formato adota padrões de países como Estados Unidos, Reino Unido e Canadá.
Quando a nova regra entra em vigor
A norma passará a valer após publicação no Diário Oficial da União, prevista para esta semana. Estima-se que 40% dos veículos em circulação sejam operados por motoristas sem habilitação. A medida busca formalizar esses condutores e reduzir acidentes.
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Dúvidas frequentes
Ainda será necessário fazer prova prática e teórica? Sim. Os exames permanecem obrigatórios, assim como o exame médico e a coleta biométrica.
Posso treinar com meu próprio carro? Sim, a nova regra permite treinar com veículo próprio, autoescolas ou instrutores autônomos.
As autoescolas vão acabar? Não. Elas continuarão funcionando, mas deixam de ser obrigatórias.
Para quais categorias vale a mudança? A flexibilização foi aprovada para as categorias A (moto) e B (carro).
Como iniciar o processo pelo novo modelo? Pelo site do Ministério dos Transportes ou pelo aplicativo Carteira Digital de Trânsito.
Como encontrar um instrutor autônomo credenciado? Os instrutores serão monitorados pelos Detrans e terão identificação integrada à Carteira Digital de Trânsito, facilitando a conferência do credenciamento.
A CNH tirada pelo novo modelo tem a mesma validade? Sim. A habilitação obtida no novo formato tem a mesma validade oficial e legal da CNH tradicional.

















