Em agosto, cada consumidor continuará pagando R$ 1,85 a mais a cada 100 kWh consumidos devido à bandeira amarela na conta de luz, segundo a Aneel.
Esse valor extra começou a ser aplicado em maio e permanece até agosto por causa do período seco, que impacta diretamente os níveis dos reservatórios das hidrelétricas e torna necessária a ativação das usinas termelétricas, cuja energia é mais cara.
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou, em 31 de julho, a manutenção da bandeira tarifária amarela no Brasil, reiterando a importância do consumo consciente. A tarifa adicional só é acionada quando as condições de geração de energia são consideradas menos favoráveis. Veja mais!
Como funciona a cobrança extra da bandeira amarela?
O sistema de bandeiras tarifárias foi criado pela Aneel para mostrar de forma transparente o custo momentâneo da produção de energia elétrica no país. Quando a geração é barata, vigora a bandeira verde; quando fica mais cara, há cobrança extra, variando entre bandeira amarela e vermelha, dependendo do custo.
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QUERO PARTICIPAR →Com a bandeira amarela, o valor extra de R$ 1,85 é adicionado a cada 100 kWh de energia efetivamente consumidos pelo usuário doméstico ou empresarial no mês vigente. Ou seja, quanto maior o consumo registrado no medidor, maior será a cobrança proporcional do adicional tarifário.
Esse valor extra não substitui as tarifas normais cobradas pela concessionária de energia elétrica; ele é acrescido ao boleto final do mês.
Quais fatores determinam a aplicação da bandeira amarela?

A aplicação das bandeiras tarifárias é guiada pelas condições dos reservatórios das hidrelétricas brasileiras, que geralmente ficam mais baixos durante o período seco, especialmente entre maio e setembro. Quando a produção das hidrelétricas cai, o sistema recorre às termelétricas, que têm custos operacionais elevados.
A decisão pela cobrança extra é tomada com base em análises mensais e comunicada oficialmente pela Aneel, responsável pela regulamentação do setor elétrico no Brasil. O objetivo é repassar ao consumidor o custo real da geração de energia e estimular o uso racional diante de cenários de abastecimento desfavorável.
Diferenças entre bandeiras tarifárias na conta de luz
Existem três principais bandeiras que influenciam a conta de luz no Brasil:
- Bandeira verde: sem custo adicional na conta de luz, indica que as condições de geração de energia estão favoráveis.
- Bandeira amarela: aplica cobrança extra de R$ 0,01885 para cada quilowatt-hora (kWh) consumido.
- Bandeira vermelha: pode ser de nível 1 (R$ 0,04463 para cada quilowatt-hora (kWh) consumido) ou nível 2 (R$ 0,07877 para cada quilowatt-hora (kWh) consumido), com uma cobrança adicional maior, acionada em períodos de condições mais críticas na geração de energia.
O retorno à bandeira verde só ocorre quando o nível dos reservatórios volta a permitir geração barata, o que depende da regularização das chuvas e de fatores operacionais do setor elétrico.
Dicas para economizar energia durante a bandeira amarela
Entre as recomendações da própria Aneel estão:
- Desligar luzes e aparelhos elétricos ao sair dos ambientes;
- Reduzir o tempo de banho, especialmente se utilizar chuveiro elétrico;
- Evitar uso de eletrodomésticos com alto consumo (ferro, secador, ar-condicionado) nos horários de pico;
- Aproveitar ao máximo a luz natural durante o dia.
Pequenas mudanças de hábito podem gerar uma economia alta, reduzindo não só o peso do adicional, mas também o valor total da conta.
O que fazer se identificar erro na cobrança da bandeira amarela?
Caso o consumidor perceba divergência ou dúvida na aplicação do valor adicional, a orientação é registrar reclamação diretamente com a concessionária de energia. Persistindo o problema, recomenda-se buscar auxílio junto à Aneel, que monitora e fiscaliza as práticas das distribuidoras em todo o território nacional.
Para acompanhar notícias atualizadas e orientações sobre conta de luz, bandeiras tarifárias e opções de economia para 2026, acesse o Assistencialismo Notícias e mantenha-se informado sobre direitos, regras atualizadas e novidades do setor elétrico no Brasil.









