Em 2026, o seguro-desemprego paga entre R$ 1.621 e R$ 3.703,99 por parcela, conforme cálculo baseado na média salarial dos últimos três meses anteriores à demissão e nas regras publicadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
A tabela de valores está em vigor desde 11 de janeiro e leva em conta o INPC e o salário mínimo vigente. O benefício serve como auxílio financeiro temporário para trabalhadores demitidos sem justa causa, abrangendo também trabalhadores domésticos, pescadores durante o período de defeso, participantes de programas de qualificação profissional e trabalhadores resgatados de condição análoga à escravidão.
Veja como funciona o cálculo, quem tem direito, exemplos práticos para cada faixa da tabela e o passo a passo para solicitar o benefício pelo app.
Como é calculado o valor do seguro-desemprego em 2026?
O valor do seguro-desemprego em 2026 é calculado a partir da soma dos salários dos três meses anteriores à demissão, dividida por três. Esse resultado define a faixa da tabela aplicável ao trabalhador e determina quanto ele receberá por parcela. Confira:
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Entrar no canal do site| Faixa do Salário Médio | Coeficiente | Parcela (R$) |
|---|---|---|
| Até R$ 2.041,39 | Multiplica-se o salário médio por 0,8 | Valor mensal |
| De R$ 2.041,40 até R$ 3.564,95 | O que exceder R$ 2.041,39 multiplica-se por 0,5; soma-se a R$ 1.633,11 | Valor mensal |
| Acima de R$ 3.564,96 | Parcela fixa | R$ 3.703,99 |
Importante: Nenhuma parcela pode ser menor que o salário mínimo vigente, de R$ 1.621 em 2026.
Exemplo prático: salário médio até R$ 2.041,39
Se um trabalhador teve salários de R$ 1.800, R$ 2.000 e R$ 2.100 nos três meses anteriores, a média será de R$ 1.966,67. Multiplicando esse valor por 0,8, a parcela será de R$ 1.573,34. Contudo, como o mínimo permitido é R$ 1.621, ele receberá R$ 1.621.
Exemplo prático: salário médio entre R$ 2.041,40 e R$ 3.564,95
Salários de R$ 2.500, R$ 2.900 e R$ 3.000 geram uma média de R$ 2.800. Nesse caso, o excedente em relação a R$ 2.041,39 é de R$ 758,61. Esse valor é multiplicado por 0,5, resultando em R$ 379,31, que é somado ao valor fixo de R$ 1.633,11, totalizando uma parcela de R$ 2.012,42.
Exemplo prático: salário médio acima de R$ 3.564,96
Se a média salarial for de R$ 4.900, a parcela máxima fica limitada a R$ 3.703,99, independentemente de o salário ser superior.
Como solicitar o seguro-desemprego?
A solicitação pode ser realizada pelo aplicativo Carteira de Trabalho Digital, pelo portal gov.br ou presencialmente nas Superintendências Regionais do Trabalho, sempre com agendamento prévio pelo telefone 158.
Documentos necessários
- Documento do requerimento do seguro-desemprego, emitido pelo empregador na demissão.
- Número do CPF do trabalhador.
O acompanhamento do pedido e o recebimento das parcelas também podem ser feitos diretamente pelo aplicativo oficial.

Quantas parcelas o trabalhador pode receber?
O número de parcelas do seguro-desemprego varia conforme o tempo de trabalho nos 36 meses anteriores à demissão:
- 3 parcelas: comprovação de, no mínimo, 6 meses trabalhados.
- 4 parcelas: mínimo de 12 meses de trabalho.
- 5 parcelas: a partir de 24 meses de vínculo comprovado.
Quem tem direito ao seguro-desemprego em 2026?
Podem solicitar o seguro-desemprego os trabalhadores, incluindo os domésticos, que atuaram em regime CLT e foram dispensados sem justa causa.
O benefício também pode ser concedido em casos de dispensa indireta, quando uma falta grave do empregador justifica o rompimento do vínculo por iniciativa do trabalhador.
Além disso, têm direito ao seguro-desemprego, desde que atendam às exigências previstas para cada modalidade:
- Trabalhadores com o contrato suspenso para participação em programa de qualificação profissional oferecido pelo empregador;
- Pescadores profissionais durante o período de defeso;
- Trabalhadores resgatados de condição análoga à escravidão.
Regras específicas e exceções para 2026
O trabalhador não pode receber outro benefício trabalhista simultaneamente ao seguro-desemprego nem possuir participação societária em empresa.
Também não é permitido receber benefício de prestação continuada da Previdência Social durante o período. As exceções são o auxílio-acidente e a pensão por morte, que podem ser acumulados com o seguro-desemprego.
Além disso, caso o beneficiário consiga um novo emprego com carteira assinada durante o recebimento das parcelas, o pagamento do seguro-desemprego é suspenso.
O que fazer se houver erro ou divergência no valor ou no pedido?
Caso o valor calculado esteja abaixo do esperado ou surjam dúvidas sobre o direito ao benefício, a orientação é procurar uma unidade do Ministério do Trabalho para obter esclarecimentos e solicitar, se necessário, a correção do processo. Quem tiver o benefício negado pode recorrer administrativamente, apresentando documentação complementar.
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