As dúvidas sobre o Imposto de Renda atingem muitas pessoas, especialmente diante das mudanças previstas para a tabela do IRPF 2026. As alterações podem impactar diretamente o orçamento mensal e o planejamento financeiro de longo prazo. Neste guia, você encontra as principais mudanças, quem será beneficiado e exemplos práticos sobre quanto pagará ou deixará de pagar a partir de 2026.
O que mudou na tabela do IRPF 2026?
O ponto central é o aumento do limite de isenção. Contribuintes com renda mensal de até R$ 5.000 ficarão livres do imposto. Antes, a isenção alcançava rendimentos de até R$ 2.428,80.
Quem recebe entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350 também terá redução no valor devido, graças à criação de uma faixa intermediária com alíquotas menores.
Para rendas acima de R$ 7.350, permanece a tabela antiga, sem previsão de reajuste.
A Receita Federal operará com duas tabelas:
- uma para salários até R$ 7.350;
- outra igual à atual para rendas superiores a esse valor.
Como fica a nova tabela do IRPF em 2026?
| Faixa de renda mensal (R$) | Tributação |
|---|---|
| Até 5.000 | Isento |
| De 5.000,01 a 7.350 | Alíquotas reduzidas |
| Acima de 7.350 | Tabela atual |
Haverá também uma dedução automática para evitar que quem ganha pouco acima de R$ 5.000 receba menos do que o limite da isenção após impostos.

Quem será beneficiado?
- Cerca de 16 milhões de contribuintes que recebem até R$ 5.000 e passam a ser isentos.
- Trabalhadores com renda entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350, que terão redução no imposto devido.
Simulações de IR em 2026
Exemplo 1 – Renda até R$ 5.000
Quem recebe R$ 5.000 será isento e não pagará IR.
Exemplo 2 – Renda entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350
Um salário de R$ 6.000 terá desconto menor do que o atual, devido à alíquota reduzida e à dedução automática.
Exemplo 3 – Renda acima de R$ 7.350
O cálculo permanece conforme a tabela vigente em 2025.
Exceções e regras especiais
Ficam fora da base do imposto mínimo:
- ganhos de capital na venda de imóvel (exceto operações em Bolsa),
- rendimentos de poupança,
- indenizações,
- aposentadorias isentas por doença,
- heranças e doações.
Profissionais que precisam de atenção
Profissionais liberais e autônomos que recebem acima de R$ 50 mil mensais podem ser alcançados pelas novas regras, principalmente quando não há tributação na fonte. Existem redutores para evitar dupla tributação sobre dividendos.
Outras mudanças: dividendos e investimentos
- Dividendos acima de R$ 50 mil por mês, ou qualquer valor enviado ao exterior, terão retenção de 10% de IR na fonte.
- Investimentos como LCI (Letra de Crédito Imobiliário) e LCA (Letra de Crédito do Agronegócio) continuam isentos.
Cronograma e vigência
As mudanças devem entrar em vigor em 1º de janeiro de 2026, após sanção presidencial. A estimativa é de impacto fiscal de R$ 31,2 bilhões, compensado por novas regras sobre alta renda e remessas ao exterior.
Para mais atualizações do Imposto de Renda, acesse o portal Assistencialismo Notícias.














