O Congresso Nacional recebeu uma PEC que destina recursos de emendas parlamentares impositivas para custear a gratuidade do transporte coletivo urbano nos fins de semana e feriados, conforme proposta oficializada em 21 de outubro de 2026 pelo Governo Federal.
A medida busca permitir tarifa zero nos transportes públicos urbanos, direcionando recursos específicos já previstos no orçamento, e prevê a obrigatoriedade de transferência desses valores aos entes federados responsáveis pelo serviço. Este mecanismo não retira recursos destinados à saúde, mantendo a preservação de verbas prioritárias.
Na mesma data, foi sancionado o Projeto de Lei Complementar nº 186/2026, perdoando dívidas de MEIs e aumentando o teto de faturamento anual, integrando o programa Prospera MEI. Ambos integram amplo esforço governamental para ampliar o acesso a direitos e reduzir desigualdades urbanas. Continue lendo e saiba mais!
Como funcionará o financiamento da gratuidade proposta na PEC?
De acordo com o texto, pelo menos 26,8% do valor global anual das emendas parlamentares impositivas, individuais e de bancada, deverão ser destinados ao custeio da gratuidade do transporte público coletivo nos fins de semana e feriados.
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Entrar no canal do siteA Proposta de Emenda à Constituição (PEC), encaminhada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Congresso Nacional, prevê a inclusão dos parágrafos 21 a 23 no artigo 166 da Constituição Federal. A medida estabelece a destinação de parte desses recursos para financiar a gratuidade no transporte coletivo urbano ou de caráter urbano.
Os repasses serão obrigatórios e destinados aos entes federados titulares dos serviços de transporte coletivo, conforme as condições estabelecidas em lei.
O texto também prevê a preservação dos recursos destinados à saúde, respeitando os critérios estabelecidos para essa área. Por se tratar de uma PEC, as mudanças ainda dependem de aprovação pelo Congresso Nacional para entrar em vigor.
Quanto poderá ser destinado ao transporte público gratuito em 2027?
O Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027 prevê R$ 44,8 bilhões em emendas parlamentares de execução obrigatória.
Segundo a estimativa apresentada na proposta, cerca de R$ 11,2 bilhões poderiam ser direcionados ao custeio da gratuidade do transporte coletivo, com potencial para financiar a tarifa zero nos fins de semana e feriados.
O valor dependerá da aprovação da PEC e da definição das regras para aplicação e transferência dos recursos.
Quais são os principais impactos para a população?

A proposta considera as mudanças na jornada de trabalho, especialmente após a aprovação do fim da escala 6×1. A justificativa da PEC também destaca a importância do transporte gratuito para garantir aos trabalhadores o acesso ao descanso, ao lazer, à saúde e ao convívio familiar.
A gratuidade do transporte público nos fins de semana e feriados poderá beneficiar especialmente famílias de baixa renda, adolescentes, idosos e trabalhadores que dependem do transporte coletivo para seus deslocamentos cotidianos.
A medida busca reduzir os gastos com passagens e ampliar o acesso da população ao trabalho, aos serviços públicos e às atividades culturais e de lazer. Além disso, poderá facilitar os deslocamentos relacionados ao comércio local e às atividades de pequenos empreendedores.
Quando a gratuidade poderá começar a valer?
As regras de destinação dos recursos deverão produzir efeitos a partir da Lei Orçamentária Anual de 2027, conforme previsto na proposta.
Isso não significa, entretanto, que o transporte público será automaticamente gratuito em todos os municípios a partir de janeiro de 2027. A implementação dependerá da aprovação da PEC, da regulamentação dos repasses e da organização dos serviços pelos entes federados responsáveis.
Segundo a justificativa apresentada pelo governo federal, a medida não implica aumento da despesa primária nem afeta a meta de resultado primário, pois utiliza parte dos recursos de emendas parlamentares impositivas já previstos na Constituição Federal.
Entenda o contexto: relação com o Prospera MEI e políticas urbanas
No mesmo dia do envio da PEC, entrou em vigor o Projeto de Lei Complementar nº 186/2026, que perdoa as dívidas dos MEIs junto à União e eleva o limite de faturamento da categoria. O texto faz parte do programa Prospera MEI, desenhado para reduzir o endividamento, promover investimentos e simplificar obrigações, facilitando a vida de 17,6 milhões de microempreendedores, dos quais 7,8 milhões são mulheres.
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