O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) paga nesta quinta-feira (30) o benefício com um adicional do 13º.
O valor depositado já inclui a primeira parcela do 13º salário antecipado — equivalente a 50% do benefício mensal bruto.
Os pagamentos desta semana encerram a primeira fase do calendário do piso, com os beneficiários acima do piso recebendo em maio.
Confira quem recebe hoje, o calendário completo até junho, como consultar o extrato, o que é o 13º e o que fazer se o valor não cair.
O que é o 13º do INSS e quanto vem a mais
O 13º salário do INSS — chamado tecnicamente de abono anual — é um pagamento extra garantido pela Constituição Federal e pela Lei nº 8.213/1991 a todos os segurados que receberam ao menos um mês de benefício previdenciário no ano.
Em 2026, o Decreto nº 12.884 autorizou a antecipação do pagamento para o primeiro semestre, com a primeira parcela depositada com o benefício de abril e a segunda com o de maio ou junho.
Quanto vem a mais na conta hoje:
- Quem recebe R$ 1.621,00 (piso): recebe mais R$ 810,50 referente à 1ª parcela do 13º
- Quem recebe R$ 2.000,00: recebe mais R$ 1.000,00
- Teto máximo (R$ 8.475,54): recebe mais R$ 4.237,77 na 1ª parcela
Não recebem o 13º: beneficiários do BPC (Benefício de Prestação Continuada) e da Renda Mensal Vitalícia. Esses benefícios têm natureza assistencial, não previdenciária, e não estão cobertos pelo abono anual.
A primeira parcela é sempre isenta de Imposto de Renda (IR). O IR, quando aplicável, incide apenas sobre a segunda parcela, paga entre maio e junho.
Quem recebe hoje e o calendário até maio
O pagamento segue o número final do cartão de benefício, desconsiderando o dígito verificador após o traço. Quem recebe até o piso tem prioridade e começou antes. Veja quem recebe hoje e os próximos grupos:
NIS final 1: 24/abr
NIS final 2: 27/abr
NIS final 3: 28/abr
NIS final 4: 29/abr
NIS final 5: 30/abr (hoje)
NIS final 6: 04/mai
NIS final 7: 05/mai
NIS final 8: 06/mai
NIS final 9: 07/mai
NIS final 0: 08/mai
Observação: NIS 5 foi deslocado de 30/04 para 4/05 pelo feriado de 1º de maio. O pagamento de quem recebe acima do piso começa em 4 de maio.
Calendário da 2ª parcela do 13º (maio e junho)
A segunda parcela completa o 13º salário e é paga para todos os grupos — tanto quem recebe pelo piso quanto quem recebe acima — conforme o calendário abaixo:
NIS final 1: 25/mai
NIS final 2: 26/mai
NIS final 3: 27/mai
NIS final 4: 28/mai
NIS final 5: 29/mai
NIS final 6: 01/jun
NIS final 7: 02/jun
NIS final 8: 03/jun
NIS final 9: 05/jun
NIS final 0: 08/jun

Como consultar o extrato e confirmar o depósito
O depósito ocorre ao longo do dia. Antes de se deslocar ao banco, confirme pelo celular se o valor já foi creditado. Três formas:
- Meu INSS (aplicativo ou site): acesse o site ou o aplicativo, faça login com Gov.br e toque em “Extrato de Pagamento”. Exibe o valor exato, a data do crédito e a composição do depósito (benefício + 13º).
- Caixa Tem: para quem recebe pela Caixa, o saldo e o extrato estão disponíveis diretamente pelo aplicativo, sem precisar ir à agência.
- Central 135: de segunda a sábado, das 7h às 22h. Informe o CPF ao atendente e solicite o extrato de abril.
O que fazer se o valor não cair na data prevista
Na grande maioria dos casos, o depósito ocorre sem problemas. Mas algumas situações podem atrasar ou bloquear o crédito. Veja as causas mais comuns e o que fazer:
- Dados bancários desatualizados: se a conta cadastrada foi encerrada ou alterada, o depósito é devolvido. Atualize os dados pelo Meu INSS antes da data de pagamento
- Benefício suspenso ou bloqueado: verifique no Meu INSS se há pendências como perícia não realizada ou irregularidade cadastral
- Se o valor não cair até o dia seguinte: acesse o Meu INSS ou ligue para o 135. Não clique em links que prometam “liberar” o pagamento — é golpe
Dicas para o uso consciente do 13º salário
Receber um valor extra no orçamento é uma oportunidade — mas também um risco para quem não tem um destino claro para o dinheiro. Algumas orientações simples ajudam a aproveitar o 13º de forma inteligente:
- Quite dívidas com juros altos primeiro: cartão de crédito e cheque especial cobram juros que podem ultrapassar 15% ao mês.
- Evite parcelar compras com o 13º como garantia: comprometer o valor com prestações futuras antes mesmo de recebê-lo é um dos erros mais comuns — e pode deixar o orçamento apertado nos meses seguintes.
- Reserve uma parte para despesas sazonais: IPTU, IPVA e outros gastos previsíveis do início do ano chegam cedo.
- Reforce a reserva de emergência: quem não tem uma reserva equivalente a pelo menos três meses de gastos está vulnerável a qualquer imprevisto.
- Cuidado com ofertas e promoções oportunistas: o período de pagamento do 13º costuma coincidir com aumento de ofertas de crédito consignado e parcelamentos atrativos. Antes de assinar qualquer contrato, verifique o Custo Efetivo Total e compare com outras opções.
- Se já está bem financeiramente, invista: quem não tem dívidas e já possui reserva de emergência pode usar o valor em aplicações de baixo risco com liquidez diária, como Tesouro Selic ou CDB com resgate a qualquer momento.
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