A Receita Federal paga, nesta segunda-feira, 31 de agosto, o quarto lote da restituição do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) de 2026, com a liberação de 521.935 restituições. Os contribuintes podem consultar, desde 24 de agosto, se foram contemplados no site oficial da Receita Federal.
Ao todo, serão pagos R$ 1.238.013.251,34, incluindo valores de restituições residuais de exercícios anteriores. Com esse pagamento, a Receita Federal encerra o calendário regular de restituições do IRPF 2026, dividido em quatro lotes, sendo um por mês.
A seguir, confira a distribuição dos valores entre os grupos prioritários, o calendário de pagamentos e o passo a passo para consultar a restituição do Imposto de Renda.
Como consultar se vai receber a restituição?
A consulta pode ser feita pela página da Receita na internet, clicando em “Meu Imposto de Renda” e depois em “Consultar a Restituição”. O serviço está disponível desde 24 de agosto e permite a verificação simplificada ou completa da situação da declaração.
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QUERO PARTICIPAR →Para uma consulta completa, o contribuinte deve acessar o extrato de processamento pelo e-CAC, onde é possível identificar pendências e, se necessário, enviar uma declaração retificadora para corrigir informações.
A Receita Federal também disponibiliza um aplicativo para tablets e smartphones, que permite consultar a liberação das restituições e a situação cadastral do CPF diretamente nas bases do órgão.
Quem recebe neste lote?

Do total de restituições pagas nesta segunda-feira, 31 de agosto, a distribuição entre os grupos prioritários é a seguinte:
- 16.850 restituições destinadas a contribuintes com mais de 80 anos;
- 86.873 restituições para idosos com idade entre 60 e 79 anos;
- 9.029 restituições para pessoas com deficiência física ou mental ou com moléstia grave;
- 26.769 restituições para contribuintes cuja principal fonte de renda é o magistério;
- 338.912 restituições para quem utilizou a declaração pré-preenchida e/ou escolheu receber por meio do Pix;
- 43.502 restituições destinadas a contribuintes sem prioridade legal.
Esse recorte mostra que a maior parcela do lote — mais de 338 mil pagamentos — beneficia quem escolheu a declaração pré-preenchida ou o PIX como forma de recebimento, critérios que aceleram o processamento pela Receita.
Calendário da restituição do IR em 2026
Os pagamentos das restituições do IRPF 2026 foram organizados em quatro lotes mensais, conforme cronograma oficial da Receita Federal:
- 1º lote: 29 de maio;
- 2º lote: 30 de junho;
- 3º lote: 31 de julho;
- 4º lote: 31 de agosto.
O que fazer se a restituição não cair na conta?
A Receita Federal só realiza o pagamento em conta bancária de titularidade do próprio contribuinte, como reforça nota oficial do órgão: “assume o compromisso de realizar pagamento de restituições apenas em conta bancária de titularidade do contribuinte”.
As rotinas de segurança da Receita impedem o crédito quando há erro nos dados bancários informados ou problema na conta de destino. Nesses casos, o contribuinte tem à disposição o serviço de reagendamento oferecido pelo Banco do Brasil.
Caso o pagamento da restituição não seja realizado por problemas nos dados bancários, o contribuinte pode reagendar o crédito pelo Banco do Brasil em até um ano após a primeira tentativa. Também é possível corrigir os dados para uma conta de sua própria titularidade.
O reagendamento pode ser feito pelo Portal BB ou pelos telefones da Central de Relacionamento:
- 4004-0001 (capitais);
- 0800-729-0001 (demais localidades);
- 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos).
Para usar o serviço, é preciso informar o valor da restituição e o número do recibo da declaração, e depois aguardar a nova tentativa de crédito. Caso o prazo de um ano se esgote sem o resgate, o contribuinte precisará fazer um requerimento pelo Portal e-CAC.
Malha fina: como saber se a declaração ficou retida?
Ao consultar a restituição, o contribuinte também pode verificar se a declaração caiu na chamada “malha fina”, situação em que o pagamento fica suspenso por divergência de dados. Para verificar, é preciso acessar o e-CAC com uma conta Gov.br de nível prata ou ouro.
O caminho dentro do serviço é buscar “Declarações e Demonstrativos”, depois “Meu Imposto de Renda” e consultar a declaração de 2026. O sistema informa se a declaração foi processada normalmente ou se há alguma pendência que tenha provocado sua retenção em malha.
A inconsistência pode ter origem em erro do próprio contribuinte, da fonte pagadora (empregador) ou de terceiros, como prestadores de serviços incluídos na declaração. Ao entrar no e-CAC, a Receita indica qual é a divergência e como resolvê-la.
Se o erro partir do próprio contribuinte, a solução é enviar uma declaração retificadora com a informação corrigida. Após a regularização, a declaração pode ser liberada da malha fina. Se o erro for da fonte pagadora ou de um prestador de serviços, o contribuinte precisa aguardar a correção da informação por parte de quem gerou a divergência.
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Aproveite e assista ao vídeo abaixo para conferir informações sobre a multa para quem não declarou o Imposto de Renda de 2026:










