Se você gosta de comprar as famosas “blusinhas” na Shein, Shopee ou AliExpress, é importante saber que a partir de terça-feira, 1º de abril, haverá um aumento nos impostos sobre compras internacionais em dez estados brasileiros.
A mudança, que visa equilibrar a concorrência entre produtos importados e nacionais, gerará um aumento considerável no custo final das compras. Entender o que isso significa é fundamental para quem costuma adquirir produtos do exterior.
O que é a Taxa das Blusinhas?
A “taxa das blusinhas” refere-se ao aumento da alíquota do ICMS sobre produtos importados, especialmente roupas e acessórios. Essa taxação é aplicada a encomendas internacionais e visa proteger a indústria nacional, promovendo uma competição justa.
O que muitos consumidores não percebem é que, além do ICMS, outras taxas também podem ser aplicadas, como o imposto de importação, que, desde agosto de 2023, incide sobre compras de até US$ 50.
Impacto no custo final
Com o novo aumento, um produto que custava R$ 100, por exemplo, pode ter um custo total de R$ 150, considerando a soma do valor do produto e os impostos aplicáveis. Essa elevação nos preços pode desestimular as compras internacionais, levando os consumidores a reconsiderar suas opções.
Aumento da arrecadação e efeitos no comércio
Com a implementação da nova taxa, espera-se que a arrecadação dos estados aumente consideravelmente. Embora as compras internacionais possam diminuir, a elevação do ICMS deverá compensar essa queda, resultando em um aumento geral na receita tributária.
Comparação com a taxação nacional
Os varejistas nacionais têm defendido que a carga tributária sobre as empresas brasileiras é ainda maior do que a aplicada aos produtos importados. A elevação do ICMS é vista como uma medida para nivelar essa desigualdade, buscando um ambiente de negócios mais justo.
Como as compras internacionais serão afetadas?
Os consumidores que costumam adquirir produtos de plataformas como Shein, Shopee e AliExpress devem se preparar para um novo cenário. O aumento do ICMS, combinado com o imposto de importação, poderá fazer com que muitos produtos se tornem financeiramente inviáveis. O Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) passará de 17% para 20%.
Exemplos de produtos e preços
Para ilustrar, considere o seguinte:
Produto | Preço Original | ICMS (20%) | Imposto de Importação (20%) | Preço Final |
---|---|---|---|---|
Blusinha da Shein | R$ 100 | R$ 20 | R$ 20 | R$ 140 |
Vestido da Shopee | R$ 80 | R$ 16 | R$ 16 | R$ 112 |
Acessório do AliExpress | R$ 50 | R$ 10 | R$ 10 | R$ 70 |
Esses exemplos mostram como a nova taxa pode impactar significativamente o custo final das compras.
A reação dos consumidores
Muitos expressam descontentamento, especialmente aqueles que dependem de compras internacionais para adquirir produtos a preços mais acessíveis. O aumento das taxas pode levar a uma mudança nos hábitos de consumo, com muitos optando por produtos nacionais.
Alternativas para os consumidores
Diante desse cenário, os consumidores podem considerar alternativas, como:
- Comprar em lojas nacionais: Valorizar o comércio local pode ser uma opção viável.
- Aproveitar promoções: Ficar atento a ofertas e descontos em lojas nacionais.
- Planejar compras: Avaliar a necessidade de cada compra e considerar a viabilidade financeira.
Estados afetados pela mudança
Os estados que terão a alíquota elevada para 20% são:
- Acre
- Alagoas
- Bahia
- Ceará
- Minas Gerais
- Paraíba
- Piauí
- Rio Grande do Norte
- Roraima
- Sergipe
Essas mudanças foram decididas pelo Comitê Nacional dos Secretários de Fazenda (Comsefaz) e têm como objetivo garantir um tratamento tributário equitativo entre produtos importados e nacionais.
O Papel do Comsefaz
O Comsefaz argumenta que essa alteração é uma estratégia para fortalecer o mercado interno, promovendo o consumo de produtos fabricados no Brasil. A intenção é estimular a indústria nacional e, consequentemente, a geração de empregos.
O papel das plataformas de E-commerce
Com a implementação da nova taxa, os consumidores que costumam fazer compras em plataformas internacionais precisam estar atentos aos impactos financeiros dessas mudanças. Embora o aumento no ICMS e a introdução de outros impostos possam desestimular as compras internacionais, é possível que o cenário gere novas oportunidades para o comércio local.
O futuro das compras no exterior dependerá de como os consumidores se adaptam a essa realidade e de como as plataformas e o comércio nacional respondem a esse novo contexto tributário.